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sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

AUTO BIOGRAFIA DE BRUNO M

 Por: Só Falamos De Kuduro


            Registado pelo nome de William Bruno Diogo do Amaral, filho de Pedro do Amaral e de Merciana Manuel Pascoal Diogo, casado, de nacionalidade angolana, nascido na província de Malanje aos 15 de Setembro de 1985, hoje ao falarmos de Bruno M, falamos nem mais nem menos do que um jovem que dedica-se à música desde os tempos mais remotos da sua adolescência. Desde 1999 aos meados de 2004, foi praticante de rap das ruas de Luanda aos mais variados home estúdios da cidade.

           Ainda em 2004, por influência de amigos com quem partilhou vizinhança, tornou-se membro de um gang juvenil, conhecido por Alameda Squad, grupo muito polémico na época. Nos finais do mesmo ano, também conhecido por “Scocia” no seio do grupo, Bruno M e alguns membros do grupo são presos na C.C.L. (cadeia central de Luanda), fruto das praticas anti-sociais desencadeadas na época, vindo a passar lá alguns dias antes de liberdade. «Aquele foi como um mal necessário, pois foi praticamente ali onde tudo começou… Por influência de alguns jovens que lá faziam kuduro por diversão, comecei a escrever alguns versos de kuduro, nos quais retratava as minhas vivências na época…». Mais tarde, pós liberdade, decidiu corrigir e concluir alguns dos versos compostos na C.C.L., tendo então a sua primeira letra concluída intitulada “Não respeita, né?!”. «No princípio do segundo semestre de 2004 ainda procurei por alguém que cantasse o “Não respeita, né?!”, mas foi um esforço em vão, pois não encontrei alguém que cantasse como eu quis que a letra fosse interpretada. Na altura eu já fazia instrumentais de kuduro e captação de voz em estúdio caseiro, onde fazia a produção de vários kuduristas mesmo antes de eu começar a cantar, daí o nome de “Bruno Mágico” assim baptizado pelos mesmos kuduristas dos quais fazia a produção musical. Foi então quando experimentei interpretar a letra por cima de um instrumental de minha autoria e felizmente a música foi bem aceite, não obstante o facto de, nos primeiros dias receber ainda muitas criticas e ser alvo de troça de algumas pessoas que ainda não compreendiam a tendência inovadora que eu trazia ao estilo Kuduro, apesar de não ter cantado por fins de expansão». Não foi necessário muito tempo e já era notável um grande número de jovens que faziam kuduro inspirando-se no “Não respeita, né?!” de Bruno M.


               Daí observava-se, então, um grande exemplo de vida, particularmente aos jovens luandenses, numa altura em que estavam na sua maioria envolvidos em práticas menos lícitas como associações de malfeitores (gangs) e outras espécies de má conduta social. Após aperceber-se que podia fazer algo melhor, Bruno M entregou-se à arte na sua forma musical arrastando consigo uma legião de jovens que no passado perdiam-se em práticas criminosas e encontraram no Kuduro consolo e meio de manifestação e expressão.

          Sem qualquer objectivo profissional, Bruno M lançou nos meados de 2005 a sua segunda musica intitulada “I am”, expressão inglesa que significa “Eu sou”. «Como não deixava de ser, era uma música onde eu retratava as minhas vivências, a minha zona, em fim… Na verdade eu achei no kuduro um canal aberto onde pude me exprimir de modo livre e demonstrar ao público em geral que não éramos exactamente o que as pessoas diziam, mas sabíamos e fazíamos coisas melhores, dai a minha preocupação em trazer sempre um conteúdo musical de abrangência social com vista a contribuir modestamente para o equilíbrio da classe juvenil…».

          Ainda nos finais de 2005 Bruno M começou a compor a sua terceira letra intitulada “1 para 2”, tendo concluído a mesma apenas no segundo mês do ano seguinte. Era uma letra mais matura onde já apareciam versos com desencorajamento ao crime, em fim… “1 para 2”foi simbolicamente o começo de uma nova era do kuduro, tudo porque daí em diante já apareciam músicas de kuduro com um certo conteúdo informativo e educativo acima de tudo. Foram surpreendentemente três sucessos consecutivos, o suficiente para convencer qualquer ouvinte, e como onde há fumo, quase sempre há fogo, Bruno M foi recebendo muitas propostas contratuais de editoras e empresários atraídos pelo sucesso alcançado, sem querer, por este jovem músico que já não tinha nada para além do prazer em musicalizar para consolar a sua alma quebrantada pelos problemas sociais que o afrontavam. Estavam então as portas abertas para que se tornasse sólido o projecto “Batida Únika”.

             Foi então a partir de 2006 que Bruno M iniciou a produção executiva do seu primeiro álbum que viria a intitular-se “Batida Únika”, por se tratar de uma nova vertente do estilo Kuduro e que, desde então, tornou-se na forma padrão de fazer o estilo até aos dias de hoje. O processo de produção das 15 faixas musicais que compunham o álbum, nomeadamente “Não Respeita, Ne?!”, “Olha Quem Vem Ai”, “Para-choque”, “Toques De Caixa”, “Tsunami”, “I Am”, “Dança Da Tropa”, “Endju Tupiluke”, “E Bom!”, “Tropa 100 Farda”, “Txubila”, “1 Para 2”, “Sentem”, “60 Segundos” e “Maratona”, foi concluído apenas em 2008, ano em que foram oficialmente expostas 14 mil copias à disposição do impetuoso público amante do estilo, no dia 3 de Fevereiro, na portaria do cine Atlântico em Luanda, e subsequentemente Bruno M e o seu elenco iniciaram uma tournée inter-provincial em Angola com vendas do seu álbum e os respectivos shows de apresentação.

              Dentre outros eventos internacionais em que participou Bruno M, um dos mais relevantes aconteceu ainda no ano 2008, aos 25 de Janeiro, no Brasil em que, juntamente com outras vozes da música angolana, nomeadamente Ary, Noite e Dia e Yola Semedo, representou Angola em um evento cultural alusivo a mais um aniversario do estado de S. Paulo, no Brasil e concomitantemente da província de Luanda, em Angola. Trata-se de um evento que entreteve aproximadamente 80.000 espectadores estrangeiros que puderam presenciar o desigual ritmo do estilo Kuduro como uma vertente moderna da musica angolana. A grande importância do evento residiu no intercambio cultural que contribuiu para a expansão da musica angolana, em particular o Kuduro, sem esquecer a grande importância da data para os povos brasileiro e angolano.
Também foi em 2008 que Bruno M aparece no Top dos Mais Queridos, festival musical de maior relevância em Angola de frequência anual realizado pelo grupo Rádio Nacional de Angola onde são eleitos, através de votação pública, os dez melhores músicos de cada ano. A participação de Bruno M veio confirmar a qualidade da sua criação musical, evidenciando a sua modesta contribuição para a boa imagem do estilo Kuduro e a sua aceitação nos grandes grupos sociais.

                 Em Julho de 2009, Bruno M produz e lança o single “Dança Do Scomba” que tornou-se em um grande sucesso alem de fronteiras e garantiu a sua vitória na primeira edição do prémio Top Kuduro, realizado e produzido pela Rádio Escola, através do Grupo Cefojor aos 27 de Dezembro do mesmo ano.
Casou-se em Agosto de 2009 com Wine Carvalho do Amaral, com a qual tem um filho, William César do Amaral.

           Aos 10 de Abril de 2010, Bruno M participou de forma relevante em outro grande evento internacional no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, Portugal. Ate agora considera-se que foi o maior evento internacional da musica angolana, pois levou um leque de aproximadamente 50 dos melhores artistas nacionais da idade contemporânea. O evento foi realizado pela LS Producoes comemorando uma grande efeméride para o Estado Angolano que significava o oitavo aniversario desde o acordo de paz definitivo assinado em Luanda aos 04 de Abril de 2002. Dentre o extensivo leque de artistas que que representaram no grande palco do Pavilhão Atlântico, Bruno M foi o escolhido para encerrar o evento, possibilitando assim que ate as 04 horas da manha ainda se encontrassem ai, de pe e sentados, milhares de cidadãos do quadro dos PALOPs e não so que aguardavam expectantes pela actuação de Bruno M. Foi um dos eventos mais singulares de toda a minha carreira musical… Eu me encontrava trancado no meu camarim, totalmente desesperado pois não acreditava que ainda encontraria publico na plateia visto que ja eram 04 horas da madrugada, mas confesso que, quando subi ao palco pude ter uma idea do quanto as pessoas ja estavam ligadas a minha musica, tanto africanos como indivíduos de outros pontos do mundo que se faziam presentes naquela grande sala de espectáculos, pois encontrei uma grande plateia que ultrapassou as minhas expectativas.
     

            De lá para cá, Bruno M é simplesmente uma das figuras mais emblemáticas do estilo Kuduro de todos os tempos, pelas suas características artísticas desiguais e por ser ele mesmo o compositor, interprete e produtor das suas próprias musicas, tudo isso de forma consideravelmente excelente e sem precedentes pelo seu outro lado de intervenção como agente social através da chamada de atenção, principalmente aos jovens angolanos de maneiras a contribuírem activamente no crescimento saudável do país por via da formação académica e profissional e consequente inserção no mercado de trabalho, pautando também pela boa conduta social dentro dos limites da moral e do civismo.
 
       Dentre outras competências profissionais ou intelectuais, Bruno M é compositor e produtor musical, estudante da Faculdade de Direito da Universidade Independente, em Angola e recentemente formado em Jornalismo Profissional pelo CeFoJor (Centro de Formação de Jornalistas) na modalidade teórica e pratica. É membro da associação A.H.A.R.P.E. (Acção Humanitária de Assistência e Reinserção de Presos e Exilados), na categoria de benemérito, com um objecto social unicamente filantrópico.

            Dentre outros projectos vindouros, Bruno M e a sua produtora têm em vista a realização de um filme que ira inclinar-se na própria historia da trajectória do artista.

Saiba mais em nosso site: https://sofalamosdekuduro.blogspot.com

sexta-feira, 20 de maio de 2022

95 por cento dos melhores músicos de Angola nasceram do kuduro (Só Falamos De Kuduro)

Redação: Só Falamos De Kuduro

Revisão: Estevão Gaspar Guilherme

             Em uma nota de análise do portal Só Falamos De Kuduro, detectou que 95% dos maior fazedores da música Angolana que fazem sucesso nasceram do maior estilo musical de Angola " Kuduro"

           Os estudos distinguem a partir dos fazedores do presente, visto que existe no relato muitos sucessos actualmente de outros estilos musicais, excepto o Kuduro.

CALÓ PASCOAL

                Uma das maior lenda da música em Angola que "Calo Pascoal" um homem de origem Kuduro, que actualmente agora representa como uma das lendas da música kizomba, semba, e é um grande produtor musical.

GERILSON INSRAEL
               De outro lado Gerilson Insrael uma lenda que provém do Kuduro e que agora é o artista mais bem cobiçado no mercado nacional e internacional, sem falar de outros músicos que trocaram o Kuduro para outros géneros musical.


quarta-feira, 11 de maio de 2022

6 famosos angolanos irreconhecíveis: Veja o antes e depois da fama (Só Falamos De Kuduro)

Texto: Só Falamos De Kuduro

Revisão: Estevão Gaspar Guilherme



                 Há quem diga que o “dinheiro não traz felicidade”, mas que dá um banho de beleza e de lojas, isso ele proporciona. A prova disso, o Só Falamos De Kuduro, seleccionou o antes e depois de seis das figuras públicas angolanas que mudaram muito a aparência, seja somente por bom gosto, plásticas ou por tratamentos estéticos.

                Pessoas bonitas e bem vestidas, que hoje brilham na mídia, nem sempre foram assim. Até mesmo artistas angolanos como C4 Pedro, Noite e Dia, Titica, Gerilson Insrael, Gilmário Vemba e Ary, eram totalmente diferentes antes da fama, do sucesso e do dinheiro. Os mesmos sofreram uma grande transformação ‘para melhor’ depois que suas carreiras dispararam dentro e fora de Angola.

Confira abaixo como eram as seis figuras públicas angolanas antes e depois da fama:

C4 Pedro

           C4 Pedro, é dos cantores com maior número de prémios no seu currículo. Nascido 7 de julho de 1983, tem 38 anos e fica mais bonitos e charmoso a cada ano que passa. Na primeira foto, o artista apresentava-se ao programa “Janela Aberta” ao lado de seu progenitor o também cantor Lisboa Santos.

Titica

         Titica. No seu caso, é um antes e depois aplausível, já que na primeira foto Titica de 34 anos, começou a dar os primeiros passos ainda como bailarina de kuduro, posteriormente ingressou para música que hoje a tornou numa artista de renome a nível nacional e internacional.

Noite e Dia

             NOITE E DIA. Consagrada “Rainha do Kuduro” pelos angolanos, Noite e Dia, iniciou sua carreira a fazer duetos com o também kudurista Puto Prata, em 2000. Optou pela carreira solo anos depois, com o sucesso aumentando cada vez mais. A primeira foto é do videoclipe da música “Tá Maluca”. Desde então, a artista tem estado cada dia mais linda.

Gerilson Insrael


                GERILSON INSRAEL. Hoje o menino do Cuanza Sul, faz sucesso no país todo, mas nem todos conhecem o início da carreira do artista. Ele começou a cantar ainda pequeno, nascido em 3 de Junho de 1995, completou 26 anos este ano. Sua primeira foto é de 2011 em um evento, e a segunda é recente, depois de estourar em todo o país e na diáspora

Ary


                Diva do Povo, nascido em 10 de Agosto de 1986, hoje com 35 anos, teve seu talento descoberto pelo cantor e produtor angolano Heavy C. Na primeira foto, a cantora já havia iniciado sua carreira, mas mesmo assim o bom gosto de Ary demorou um tempo para revelar a mulher que estava por traz da tissagem e do Make Up.

Gilmário Vemba

                  O humorista angolano de 36 anos, foi o caso mais evidente de que a fama traz muitas mudanças. Ele que trilhou no grupo “Tuneza”, hoje Gilmário Vemba segue uma carreira a solo e é sucesso internacional.


quarta-feira, 16 de março de 2022

Pai Latifa, chama a Moça Direita, conhecida como Dama Ludmila de emocionada (Só Falamos De Kuduro)

 Drive Kuduro: Pai Latifa, chama a Moça Direita, conhecida como Dama Ludmila de emocionada por dizer que não quer permanecer no estilo Kuduro com os seus 39/40 anos.

Redação: Só Falamos De Kuduro

Revisão: Estevão Gaspar Guilherme


             Na emissora Platina Line, no seu programa relacionado ao mundo artístico (Kuduro), teve como convidada: Dama Ludmila que abordou sobre a sua carreira e planos para o seu posicionamento profissional e onde chegou a dizer "Waya" música recente da Titica é de sua autoria e deixou recado a todas suas colegas irritante que não sabem compôr a estudarem mais o mercado.

            Logo após com a intervenção de Pai Latifa ao ligar no programa <Drive Kuduro> alegando que a intenção é salvar o erro da kudurista por dizer "Não pretendo continuar a cantar o Kuduro após os meus 39,40 anos de idades devido a pulungusa, algo muito normal de se dizer"

              Pai Latifa: Sendo você pioneira do estilo não podes dizer isso,devias defender com unhas e dentes, apenas quero salvar o erro dela! deve estar emocionada ai onde está, eu estou aqui no meu carro a ouvir e não gostei da palavra dela por isso liguei pra salvar a minha colega.

              Atitude essa do kudurista que gerou conflito, entre Pai Latifa e Dama Ludmila na cadeia radiofónica da Platina FM, chamando nomes horríveis e palavrões, alegando que Samara Panamera tinha razão quando quis o bater, não tem lapiseira o menino, e diz me levar em vários shows, filho da mãe, sujo de merda.. palavras dita por Dama Ludmila.

Titica” nega as supostas acusações da Dama Ludmila (Só Falamos De Kuduro)

 Recentemente surgiu a público a notícia sobre a suposta acusação de Dama Ludmila para a autora do sucesso ‘Chão’, onde a mesma afirmou durante uma entrevista cedida a uma estação radiofónica que foi alvo de plágio pela cantora do single acima mencionado.

Redação: Só Falamos De Kuduro

Revisão: Estevão Gaspar Guilherme


                  Dama Ludmila afirmou o recente single ‘Waya’ é de sua original autoria, no entanto, Titica gravou-a sem a sua pré-autorização. Em relação a este caso que já viralizou nas redes sociais, Ticny, que cedeu entrevista a um portal nacional para o devido esclarecimento, negou e garantiu não se tratar de um ‘plágio’ tal como a ‘Moça Directa’ afirma. “Em momento algum eu plagiei a música da Ludmila. Todos nós enquanto crianças ouvimos a expressão ‘Waya’ em jogos de garrafinha ou 35 e não está registado em nome de ninguém. Ela cantou o ‘Waya’ na versão dela e eu na minha, são músicas em contextos, desenvolvimentos e expressões diferentes. Nunca me passou pela cabeça roubar a música da Ludmila, roubar é quando alguém manda-te a letra e tu te aproprias por algo criado por ela, no entanto somos todos adultos aconselho a todos a ouvirem as músicas e vejam se tem algum plágio”, começou por explicar a artista.

             A cantora do grande sucesso ‘Xucalho’ procurou ainda reforçar a sua posição usando outros nomes e músicas como exemplo prático. “Se o Anselmo canta Amor, Pérola canta Amor, Ary canta Amor, já viram eles a se atacarem na internet?, questiona Titica que continuou “Eu tenho uma música ‘Nasci Para Te Amar’ a Erika Nelumba também tem uma ‘Nasci para te amar’, reforçou”

             Vale lembrar que as duas são grandes amigas que, apesar desse conflito de ideias entre âmbas, preferiram continuar a amizade.

DAMA LUDMILA ACUSA TITICA DE PLAGIAR SEU SUCESSO (Só Falamos De Kuduro)

                  Convidada para o programa “Drive Kuduro”, edição desta terça-feira, na DRIVE FM, Dama Ludmila trouxe um assunto que muitos desconheciam, que envolve o seu nome e o da colega Titica. A kudurista afirmou categoricamente que a música “Waya”, interpretada pela cantora Titica, é de sua autoria e que a mesma gravou sem a sua autorização

Redação: Só Falamos De Kuduro

Revisão: Estevão Gaspar Guilherme


                 Em conversa com o locutor Sérgio Flávio, a artista fez saber que tudo aconteceu em 2020, na altura, Ludmila lançou a música e teria enviado à Titica para analisar. “Ela analisou, amou a música, deu-me forças para continuar e ajudou-me a promover a música mas depois de um ano eu oiço o ‘Waya’ da Titica, a seguir, ela ligou para mim e tentou justificar”, começou por explicar.

                Ludmila disse que atenuou a situação por se tratar de alguém que além de colega é amiga, e deixou um alerta para as suas colegas: “Quero alertar as outras pessoas que não voltem a cometer o mesmo erro, porque as minhas músicas são registadas. Atenuei porque a Titica é uma grande amiga e me apoiou no momento do meu casamento, se vier uma outra kudurista a fazer o mesmo eu vou punir”, rematou.

             Apesar do sucedido, a conhecida “Moça direita” esclareceu que a amizade continua e segue o seu percurso normal.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Alameda Squad vs HDA: Morte de Renato reacende luta entre duas 'gangues' mais violentas de Luanda (Só Falamos De Kuduro)

                  De acordo com testemunhas, o caso aconteceu na noite de sábado, 05, numa festa que decorria no centro da cidade de Luanda. No decorrer da festa, um suposto agente da polícia que carregava uma arma de fogo, terá agredido o irmão de “Leandro Porra”, membro do grupo HDA.

Redação: Só Falamos De Kuduro

Revisão: Estevão Gaspar Guilherme

                  Chamado para acudir o irmão, Leandro e alguns amigos chegaram na festa, mas não terão encontrado o agressor. De seguida, houve um desentendimento com o jovem Teodoro Renato, que acabou por ser agredido com uma garrafa de champanhe da cabeça.

               Participantes da festa, de acordo com vídeos e comentários postos a circular nas redes sociais, dizem que Renato caiu inanimado, mas o grupo que o agredia não paravam com a violência, tendo o mesmo entrado em coma. O SÓ FALAMOS DE KUDURO sabe que Renato ainda foi transportado para uma unidade hospitalar, mas acabou por morrer.

A Rivalidade dos Antigos Grupos Mais Perigosos de Angola “Os Alameda e Os HDA”

               O grupo HDA foi desde o seu surgimento – em data desconhecida – liderado por Júlio Tchinhama Sumixi “Jú”, um jovem que foi
morto em Janeiro de 2012, nas mediações da embaixada portuguesa quando regressava da discoteca W-Club, em Luanda.
Embora os HDA apontam um agente do Serviço de Investigação Criminal (SIC), antiga DNIC, identificado por “Russinho”, como o autor dos disparos contra Júlio Tchinhama Sumixi, há, por outro lado, suspeitas de que à morte de Júlio terá sido em retaliação ao desaparecimento físico de um jovem identificado por “Kiss”, assassinado a tiro pelo malogrado líder dos praticantes de artes marciais.
             De acordo com dados, fazem parte dos HDA elementos de vários estratos da sociedade, como destacados jovens empreendedores, e outros praticantes de actividades não especificadas. Dos seus rendimentos, eles ajudam músicos e outros que solicitam os seus préstimos.
Recentemente ficaram com a fama de terem desembolsado cerca de 70 mil dólares americanos para soltura de um elemento seu identificado por “Pikito” que estaria a ter problemas com a justiça.
                Os HDA gozam da admiração de algumas pessoas inclusive de agentes do SIC, com quem tem ligações estreitas. Outros há que estão no SIC provenientes do referido grupo.
                  Em 2018, na semana da passagem de ano, os HDA tiveram desentendimento com um grupo conhecido por “Alameda Squad” na discoteca “Chill Out” em Luanda. Em função disto foram esfaqueados quatro indivíduos, dentre os quais Fernandes Silva “Nando Power”, que tem a fama de ter “sete vidas” por ter sobrevivido ao apanhar três tiros no dia em que o malogrado líder Júlio foi morto, em 2012.
De acordo com relatos, a briga recente na discoteca “Chill Out” aconteceu quando um jovem ao passar pisou sem querer, o Fernandes Silva “Nando Power” tendo entretanto pedido desculpas.
                  Ao tomar conhecimento do incidente, o actual líder do HDA “Pablo Ouro” terá reagido sob alegação de que o seu amigo não poderia aceitar que o caso ficasse “assim”.
“Pablo Ouro” teria dito que se o amigo assim permitisse que o assunto terminasse “em nada”, num outro dia alguém iria aparecer a despeja-lo cerveja no rosto e depois iria também encerrar o caso com um simples “pedido de desculpas”.
Entretanto, de forma a retaliar, o líder do grupo foi ter com o jovem que pisou o amigo Fernandes Silva “Nando Power” e deu-lhe um murro no peito dizendo que era o troco pelo que fez.
                  Momentos a seguir, o jovem fez um telefonema convocando os seus amigos dos “Alamedas Squad”. Quando estes chegaram com armas brancas (canivetes), talharam parte do rosto e corpo de quatro elementos identificados com os HDA. Um deles, ao ser levado para o hospital terá levado cerca de 70 pontos num rasgão que levou do peito. “Nando Power”, que ficou com o rosto rasgado levou cerca de 20 pontos.
No entanto, o SÓ FALAMOS DE KUDURO contactou o Porta-voz do SIC em Luanda, Fernando Carvalho, mas este, como é de costume, fechou-se em copas. Mais dados traremos nas próximas horas.


Elenco da Paz tem sofrido roubo de dinheiro por parte de Ti Show o famoso empresário de Viana (Só Falamos De Kuduro)

        Kock Sy ex membro do grupo musical Elenco da Paz, revela o motivo que fez com que saísse do grupo e sem razão de volta.

Redação: Só Falamos De Kuduro

Revisão: Estevão Gaspar Guilherme

           Ti Show um dos famosos empresários do município de Viana, ele que se intitula como o criador do grupo Elenco da Paz no ano de 2018 oficialmente, tem usado o grupo como rendimento e ofuscar a carreira dos jovens que no grupo pertencem.

             Kock Sy em uma entrevista na Rádio: I Love Kuduro, junto a sua esposa, começou por esclarecer o seu afastamento do núcleo do grupo.

             Confira: Estivemos em uma actividade onde o grupo tinha um cachê (dinheiro) de 4.000.000.00 (Quatro milhões de akz), e as pessoas individuais, ele tambem só receberam 14 mil akz nas mãos de Ti Show. disse o kudurista.

               "Naquele dia eu estava a sair de uma actividade que havia recebido 300 mil akz individual, ao regresso fomos a um evento com o Ti Show que cada membro do Elenco da Paz apenas recebeu 14 mil akz, achamos normal como sempre e eu por ter os meus trocos no bolso, todos 14 mil akz comprei bebida e consume com os kambas e saindo daí me deparei com K2 e Passing Toloba que afirmaram que eu tinha que ser vivo porque o show estava cheio por mim"
                Após o dia, ligam pra mim a dizer se já recebi a minha parte do dinheiro, eu inocente disse que sim, perguntam-me é quanto? que deram a te.
14 mil akz, em seguida lhe foi informado que o empresário Ti Show recebeu uma quantia de 4 milhões de akz, motivo pela qual Kock Sy já não é membro do grupo musical Elenco da Paz.

                O kudurista chegou apelar aos seus colegas do ex grupo que abrem os olhos, caso contrário nunca haverá evolução e nem dinheiro para um sofá em condições iram de ter se o caminho for esse em prol de sustentar alguém que os rouba.


MAQUINA DO INFERNO (Só Falamos De Kuduro)

 Maquina do Inferno definitivamente tornou-se uma lenda do kuduro angolano, ate hoje e notável o reconhecimento e o respeito de muito kuduristas,principal­mente os dos ''Estados Unidos De Viana'', que unanimemente tem reservado o trono do rei do kuduro, a ele Maquina do Inferno.

Redação: Só Falamos De Kuduro

Revisão: Estevão Gaspar Guilherme


                   Maquina Do Inferno faleceu e no princípio do ano 2008, no Sanatório de Luanda onde esteve internado e já muito debilitado provavelmente com tuberculose, causada pelo Alcoolismo, que infelizmente hoje afeta a maioria dos jovens Angolanos, talvez
devido a pobreza e a multidão dos problemas que a sociedade Angolana vive.
 
               Maquina do inverno despontou no Kuduro, como dançarino do Tony Amado, onde fazia dupla com ''Fogo Dé Deujo'', essa dupla revolucionou a maneira de se dançar kuduro introduzindo as cambalhotas e caretas (Cara Podre) em suas performances.

           Algum tempo depois maquina do inferno, apareceu como kudurista e com muito sucesso nos Candongueiros (taxis) e em muitas casas, sendo que na época as rádios não tocavam essa linha de Kuduro principalmente por preconceito, pois na época acreditava-se que só o semba e talvez a kizomba, fazia parte da cultura, e essa nova maneira de fazer kuduro, era rotulada como um estilo suburbano e de lumpenos.

                Maquina do inferno fez parte da geração de Kudurista, que Sucedeu Sebem, Tony Amado, Bruno de Castro (Produtor), Smal, Queima Bilha, Rei Ta Nice, Camilo Travesso, entre outros. Não tem como negar que o principal Inspirador dessa segunda geração de kudurista foi Sebem, pela maneira aportuguesada de se expressar e principalmente de entoação que ele usa pra cantar kuduro.

                Os Primeiros sucessos de Maquina do Inferno, foram cantados em cima de Melodias Religiosa (Principalmente reporto rio usado em funerais), minha Mãe achava isso uma grande profanação porem, as rimas de maquina do inferno estavam na boca de todos, quero ressaltar aqui, os refrões de alguns sucessos, como, Beber Kapuka Vale a Pena Beber Cerveja, Nenê Ta chora Mãe Déle, Pai Disel Anima Wé Ta Cuiar, Quem é do Uige Num Me Toca so We, Cú Da Mãe, Vó Ti Mintir, etc.

            O Kuduro nos subúrbios de Luanda, onde para se matricular uma criança no ensino primário paga-se em Dólares, é para muitos jovens como um escape, um caminho para uma ´´Vida Melhor ´´, e Ca em Angola onde já assistimos Músicos conceituados morrerem como indigentes, que ``Vida Melhor´´ um Kudurista mal alfabetizado pode almejar? Esse post eu fiz, primeiro pra homenagiar essa lenda Maquina do inferno, e segundo fui inspirado num vídeo que assisti no you tube, onde um Kudurista Pega Leve, la dos ´´Estados Unidos de Viana´´, gravou um CD para que todas as verbas arrecadadas com a venda, sivam para construir uma casa para a viuva e o filho do Malogrado M. Do Inferno, mas nao é uma casa daquelas que os nosso governantes dão as suas amantes, mas Literalmente um simples teto para
essa família. Infelizmente o Pega Leve já não faz parte do mundo dos vivos, que Deus o tenha e que a sua alma descance em Paz

O nome Os Turbantes foi subistituido por Xtrubantu (Só Falamos De Kuduro)

 O nome Os Turbantes foi subistituido por Xtrubantu como revestimento da imagem do grupo.

Redação: Só Falamos De Kuduro

Revisão: Estevão Gaspar Guilherme


                     Grupo Xtrubantu teve seu início nos meados de 2000 com a seguinte formação: Porcaria, Dados, Dadidon, DVD e Padilo como integrantes, e o rei Panda como compositor. Mas atualmente os Turbantes mudaram o nome para Xtrubantu com apenas dois membros.

                         Em 2006 lançaram a música ”De faia” que se tornou num clássico do Kuduro. De lá para cá muita coisa mudou mais o grupo já não teve a mesma força como antes.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

“Eu seria o novo membro dos Lambas”, revela Mona Star (Só Falamos De Kuduro)

                O jovem produtor e kudurista que começou sozinho a sua vida artística nas ruas do Marçal, em Luanda, nos anos 2004, dois anos após a proclamação da Paz em Angola, exalta o estilo kuduro por meio das suas produções e actuações ao vivo, que considera serem donativos por não cobrar nada ao público.

              O artista traz grandes revelações sobre os momentos mais difíceis que os artistas enfrentam, os músicos que deixaram de fazer kuduro para house e explicou que o músico Nagrelha tencionava torná-lo no novo membro dos Lambas, depois da saída de Bruno King.

Por: Só Falamos De Kuduro

Revisão: Estevão Gaspar Guilherme
Sabemos que fez trabalhos com Titica. Como é actualmente a vossa relação profissional?

                Temos uma relação saudável. Não tenho nada a criticar, porque temos os nossos acordos bem feitos, o que temos de cumprir, nós cumprimos.

Ainda continua a produzir para Titica?

                 Sim, sempre. O disco actual de Titica intitulado “Pra Quê Julgar”, lançado no dia 13 de Abril, no qual se encontram três kuduros que foram meus. Ela decidiu ser uma artista versátil, para não ser uma kudurista limitada. Como uma artista, ela teve a possibilidade de fazer outros géneros de músicas e fomos ter contactos com outros colegas. Sempre temos trabalhado, mantendo sempre a nossa amizade saudável e na vertente profissional, está tudo direito.

      Quem são os teus ídolos no kuduro?

              Vamos dizer de uma maneira mais fácil, ídolos são aquelas pessoas que admiramos e gostamos de ver a cantar. Eu tenho uns, sim! Eles são: o Nareal, Batemau, Parlebau, Bruno Capitão, Mário Boleira, Mané Trocado, Pai Banana, Bruno King e Deleu King, este último está a fazer as músicas de Jéssica Pitbul. E há também o Chefe Kamone e outros. Estou a falar de pessoas que gosto de ouvir a cantar. Às vezes, as pessoas estão a espera que eu fale de Nagrelha ou Puto Prata, mas isto será noutro momento. Embora, que eu aprendesse a fazer as minhas músicas sozinho. Eu posso compor uma música em que posso falar de coisas e não preciso estar no lugar para presenciá-las.

Quando começou a fazer kuduro ou música ao vivo?

                 A música ao vivo faço como donativo – ofereço, não cobro! Eu comecei na rua em 2004 aqui, no Marçal. Todos já diziam que Mona é que é o rei. Eu ficava surpreso, porque não sabia ainda o que é cantar. Como já disse, cantei ao lado do Chefe Kamone e também vi o Caixa Baixa a nascer, até quando o Magnésio cantou “Tchiriri”, música que não era dele, mas felizmente a música “bateu” (foi um sucesso). Mas, o autor desta música é Puto Fábio, que o Magnésio o cita na música. Se naquele tempo, fosse o “ Tempo dos Bifes” já iam descobrir um bom gatuno (ladrão). Infelizmente, também não fez nada com a música (Magnésio), porque foi roubado pelo Costuleta, que vive em França. Hoje, Costuleta é um grande boss (rico) com esta múscia (“Tchiriri”), coisa da maldade, acaba na maldade! Começamos aqui (Marçal), com Paranoite, Dj Naile, que na altura ainda era rapper e só depois é que se tornou Dj e produtor; e Black Historiador, que participou num dos programas de freestyle, “Big Show Cidade”. E o Marçal é um bairro minado (de origem) para estrelas.

Depois de tudo que nos explicou sobre a sua trajectória, ou seja, sobre os artistas que produziu, por que o público não o conhece?

                   O público não me conhece? Não! Penso que você é que não me conhece profundamente. Para conhecer um artista acho que é assim: as pessoas já ouviram a música “Chão” nas suas casas? Para comer do “bom prato”, tem de ter “padrinho na cozinha”! As pessoas já dançaram muitas músicas de pessoas que não conhecem. As pessoas conhecem Dada Doi e Titica, porque os conhecem? Porque, Mona é aquele que os fez artistas. Se conheces alguém que saiu da minha costela (artista produzido por Mona Star), é porque as pessoas me conhecem. Eu digo isto, pois no mundo da música, não há transparência! Se sentares em frente de uma televisão, vires Titica num programa e fizerem-lhe uma pergunta semelhante à tua, embora ela não seja obrigada a falar de mim; mas, se lha fizerem, ela vai falar de mim. Estas são as vantagens e desvantagens do mundo em que vivemos.
O povo conhece-me, quem lhe disser que não me conhece, está a fingir. Porque, quem põe matabicho (pequeno almoço) dentro duma casa, tem honra e privilégio. Já fiz pessoas, ao acordar e ao dormir, ouvirem “Chão”.

Agora, vamos falar dos teus projectos. O que está a fazer actualmente?

         Hoje, já não estou a trabalhar directamente com Dj Devitor, onde eu era o produtor. Porque, ele (Devitor) também é que era o produtor e dono da produtora. Mas, temos uma boa relação. Tive a necessidade de criar algo meu, tenho hoje o meus artistas como Nareal, Parlebau, Batemau e a minha produtora, “Home Studio”. Temos muitos projectos, alguns deles já estão no mercado, como por exemplo, a música “Kuduro é Underground”, que está a passar no canal Be Kuduro. Sou uma pessoa de coração aberto, faço aquilo que vem na mente. Às vezes, a sorte não é só nossa. O artista que está a produzir, amanhã pode crescer mais do que tu, mas ele não vai esquecer que foste tu que o colocou no mercado. Acho que o meu forte não é cantar, é estar alí atrás (na produção) a fazer aquilo. Posteriormente, virá mais trabalhos e os planos estão a ser traçados: estou a trazer e formar mais pessoas para mundo da música.

Como avalias o estado actual do kuduro?

                    Actualmente, o kurudo está estável, se não todos nós (kuduristas) estaríamos doentes. Graça a Deus, estamos a conseguir comer do que nós fizemos! Porque, muitos como eu, só sobrevivem da música. Se não a fizéssemos, então não estaríamos de pé. O kuduro está nas mínimas possibilidades, porquanto ela não está tão estável ou saudável, como disse.

O que o leva a tecer esta afirmação?

                        Porque, houve esta invasão do afrohouse. Eu, com minha clareza e liberdade de expressão, digo que fomos invadidos e muitos kuduristas se deixaram levar por este estilo. Alguns colegas nossos, não estão a cantar kuduro. E as músicas dos kuduristas que estão a “bater” (fazerem sucessos), não são kuduros, são house.

Quais são as músicas de kuduro que consideras house?

             “Wamona”, de Puto Prata e Nagrelha; as música de Preto Show, Scró Qui Cuia, O Trio, Papá Swegue, The Twins, estes últimos ganharam o concurso na categoria “Melhor Kuduro” do Angola Music Awards 2017. Estas músicas não são Kuduro, estão mais para kuduro underground, que é um estilo de animação que o Sebem fazia, do que um kuduro de batidas, depois de inventarmos as rimas. Até Puto Prata, que foi um dos mentores do kuduro com rimas, chama estas música undergrounde como “Waatão”, de kuduro! Kuduro é aquilo que os Lambas , Puto Lilas, Os Agre, Paranoite, Vagabanda e outros faziam. Actualmente, muitos deste artistas estão optar por estilos imediatistas. Até houve os que tiveram o meu dedo (ajuda), mas não aceito fazer este estilo.

Porque tem essa opinião?

                  Não é o meu estado normal. Fazer esta música, estarei a ser injusto com o kuduro. Acho que se Sebem tivesse bem de saúde, ele poderia concordar comigo. Estes afrohouses que eles estão a fazer é que nos estão ofuscar. Está obrigar aqueles artistas, que também querem ter sucesso a qualquer custo, a começarem a fazê-lo. Por exemplo, se quiseres aparecer agora, faça uma boa animação num bit de house, que não é o habitual e até com palavras observas, é que vai tocar ou que vai dar dinheiro. Talvez não passe nos órgãos de comunicação, mas vai dar-te dinheiro. Porque, o kuduro não se faz na televisão, mas faz-se na noite (descotecas). Até pode ir a televisão, mas se a música tiver palavras obsenas e não tiveres outra música, não te vão permitir actuar. Porém, se for na rua, podes fazer o teu show. Temos exemplos de muitas músicas que para ser passada pela televisão, tiveram de ser suprimidas palavras. Também pode fazer boa música, com mensagens construtivas, mas não te vai dar dinheiro, porque estás a trazer uma boa mensagem. Infelizmente, aqui (Angola) gostam de coisas más.

A pouco falou sobre os concursos e exemplificou uma das músicas dos The Twins, como avalia os concursos musicais, relativamente à categoria de kuduro?

             Pela existência dos kuduriastas, que agora estão a cantar house, quando se vão inscrever aos concursos, dizem que as músicas são kuduro. Assim, os organizadores destes eventos não conseguem distinguir os estilos e inscrevem-nas como kuduro. As pessoas quando ouvem a lista de votação pelos órgãos de comunicação, que aquelas músicas (underground) são kuduros, votam-nas. Por isso, é que muitos artistas estão a receber os prémios de forma errada. Pois, se inscrevem na categoria de kuduro, mas não o são.
O bpm dessas músicas, se estivres numa mesa misturadora ou num programa de Áudio Mix e deixa-as no nível normal, os seus bpm seriam 128 ou 130. Ao contrário, se as puseres em 140, vais perceber que não serão as mesmas músicas. O nível de kuduro antigo é de 140. Se for 143 ou 145, que são dos actuais kuduro, estas músicas undenground nem chegariam a estes níveis.

O que gostaria de dizer e não lhe foi perguntado?

              Eu nunca fui muito bom em fazer aquilo que eu quero, por isso é que anteriormente perguntei se me vais fazer algumas perguntas. Se for para exprimir aquilo que sinto, não iremos sair daqui agora, porque há muita coisa para falar. Por exemplo, hoje os kuduristas são os mesmo que têm aparecido no shows. Quando se fala de espectáculos, existem produtoras específicas que os realizam como LS Produções ou Semba Comunicação. Num show, aprecem muitos artistas de semba ou de kizomba, mas observarás apenas dois ou três kuduristas, que normalmente são os mesmos.

Porque que diz isto?

            Porque, isto também dá certa razão na questão que me tinha colocado: “Por que o público não me conhece?”. Alguns artistas ofuscam os outros, têm este dom (de ofuscar). Há caso em que são os próprios artistas que dizem aos organizadores de ventos para excluírem os outros. E como muitos (organizadores) não conhecem os artistas, acabam por tirar o que estão a fazer sucesso dos eventos. Por exemplo, há kuduristas que são apresentadores de programas de kuduro e não exibem aqueles que fazem bom kuduro, mas põem artistas que lhes vão dar dinheiro. E mais, a caso que eles (kuduristas apresentadores) sabem que a tua música está fazer mais sucesso que a dele, não deixam estas passarem nos seus programas para não ofuscarem as suas. Aqui, é onde estamos a deixar a força do mal vencer a do bem! Eu sei que não é isto que muito queriam, mas é que tem acontecido, porque todos têm medo de perder o lugar. Na música angolana, cada dia nasce uma estrela. Por exemplo, a música de Gerilson Insrael “Minha Bêbada” que esta a fazer sucesso, está criar muitos medos aos artistas “mais velhos”. E o que eles (músicos mais) vão fazer, é convidar os jovens para cantar com eles. Porque, muitos deles (mais velhos) têm o conhecimento do mercado musical.

Quando se refere a eles, está a falar de quem?

           Estou falar de pessoas que têm a capacidade de pensar o bem. Estou a falar do jovem que é irmão de Kotingo. A sua música para mim, não tem grande mensagem, porque está a incentivar mais o negativo. A sua música é um sucesso, mas vão aparecer músicos “mais velhos” como Yuri da Cunha, Anselmo ou Matia Damásio, para convidá-lo a trabalhar como eles ou convida-lo-ão para participar nos seus espectáculos. Porque, eles sabem que o sucesso deste miúdo é imediato, que se calhar, não será um grande artista. Mas, como é que está a bater, vão convidá-lo e talvez como cartaz do evento, já que o artista vai atrair dinheiro. Onde é que estão Scró Qui Cuia ou Nerú Americano?

Na sua opinião, onde estão estes artistas?

          Estes são os artistas que surgem de “Kazola” (por sorte). Até nos Estados Unido é assim, o que está bom é o que se vai consumir de imediato. O outro exemplo, é o jovem Pé de Galo que cantou “Tó Cair com Cadeira”, quando começou “animar”, eu já ia cantar nas festas do seu bairro, na Pretangol. Quando me via, elogiava-me. Se convidares este artista para a tua actividade, o público vai aderir. Mas, já os de lá em cima (artistas mais velhos), não lhe vão convidar, já que há outros artistas como o Big Nelo ou JD, que também falam que cantam kuduro e são considerados como seus. Por isso, estão a formar projectos com cinco artistas das sua conveniências e cinco da sua produtora. Assim, quando o público vai assistir a um espectáculo, são sempre os mesmos artistas. Este apelo faço também à Media, que tem de pesquisar mais sobre os artistas, como é o caso do Portal Marimba Selutu, que de antemão agradeço. Se produtoras como LS Produções não tiver alguém que pesquisa os artistas, por exemplo, no gueto como Rangel, Sambizanga ou Petrangol, como é que criarão um plano com novos talentos?
O kuduro nasce das nossas casas, por isso que disse, no princípio da entrevista, que nós começamos a cantar nos bairros e nos grupos.

Como assim?

               Se não convencesses o teu vizinho, não serias digno de andar de cabeça erguida no bairro. Sou uma pessoa digna, quando trabalho com alguém, procuro primeiro fazer o artista, só depois é que vou pensar no dinheiro. Ser reconhecido em Angola, é o que é difícil. Com uma música, noutros países, podes tornar-se milionário. Porém, em Angola, a tua música pode fazer sucesso, mas será por volta de três meses. Se não fizeres nada enquanto está fazer sucesso, não terás algo. Nem todo mundo que se diz que canta kuduro é nosso: Puto Prata já não é nosso colega e o Nagrelha tem problemas com o Bruno King, porque cantou house. Um dia, as pessoas podem surpreender-se, se virem Puto Lilas a romper (bifar) Puto Prata. Porque, este último fez um acordo sem alicerce. Um doutorado com mestrado (Puto Prata), deveria saber fazer bem o seu plano. Porque que não vimos Puto Lilas a cantar com Bruno King, já que esta música (“Waantão”) tem 3 meses? Porque, temos de honrar as nossas palavras. Sabes o porque que te estou a dizer isto? Porque nem eu aceitei isto!

Também já foste convidado para fazeres outros estilos?

             Quando eu poderia substituir Bruno King nos Lambas, quando este saiu do grupo. Nagrelha foi à televisão, dizendo que eu seria o novo membro dos Lambas.
A primeira vez que me encontrei com Nagrelha para me dizer que eu seria o novo membro, estava com o meu irmão. Foi por acaso, ele (Nagrelha) disse-me: “Mona, amanhã iremos viajar, por isso dê-me o seu nome completo”. A única coisa simples que lhe pedi é: “Vamos assinar antes um contrato!”. Assim não aconteceu e tudo ficou por aí. Mas, o mundo estava a espera de uma música nova de Mona Star e Nagrelha. Eu não bifo ninguém, mas apenas deixo que as pessoas reconheçam o meu mérito. Porque, quando se enaltece bastante, acabas por cair. Até podes ignorar o teu irmão, quando a fama sobe-te pela cabeça, mas nunca fui pessoa deste tipo.

Quem é o Mona Star?

             Sou Euclides Afonso Sobrinho, mas a minha alcunha é Bebelucho. Porque, sou o 42º filho do meu pai, ou seja, sou o caçula. O meu pai teve várias esposas e meus irmãos mais velhos, vinham-me como um “bebe de luxo”. Sou filho de Diogo Eduardo Sobrinho e de Helena Júlio Afonso, nasci no dia 21 de Junho de 1992, actualmente tenho 28. Sou nato do Marçal e resido no Bairro Popular.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

XANDO PIMENTEL EMPRESÁRIO E PRODUTOR MUSICAL (SÓ FALAMOS DE KUDURO)

 Patrocinador de talentos

                 A sua paixão pela música fez com que envestisse nos novos talentos angolanos. Já trabalhou com nomes como Bruno M e Vagabanda e entre outros. Responsável pela carreira de Agre G.

TEXTO: SÓ FALAMOS DE KUDURO

REVISÃO: ESTEVÃO GASPAR GUILHERME


               Mauro Alexandre de Lima Pimentel, ou Xando como é conhecido por todos, cresceu na Maianga, onde além da paixão pelo seu clube 1° de Agosto, aprimorou o seu gosto pela música, no seu estilo mais UNDERGROUND, "mas sem me descurar do clássico", fez questão de frisar logo no início da entrevista.

      Essa paixão fez com que investisse no talento musical dos novos valores angolanos.

Entre os seus pupilos encontram-se Vivi, Alvarito, W king e entre outros.

                      O estúdio da Xando Produções, é normalmente procurado por cantores, conceituados ou não, para gravarem as suas músicas.
Já existe há dez anos "os preços que temos praticado, mesmo com a intenção de estabilizar os preços do mercado, fazem com que as pessoas procurem o nosso estudio. O músico faz um bom investimento pois aqui é possível fazer um trabalho completo. Desde a masterização à gravação do videoclip", declarou. Xando recebeu-nos no seu estudio, completamente equipado com material topo de gama: "Além do conforto e da qualidade, tento sempre que todos os músicos que aqui se dirigem se sentem em casa, e não só os da minha produtora. A música é sempre melhor quando feita de coração e com dedicação".

INVESTIR NA MÚSICA

                Começou a sua carreira como empresário na área farmacêutica. por música, decidiu atender ao pedido feito por dois meninos que hoje em dia fazem muito sucesso. "Os Vagabanda vieram ter comigo a pedir que os patrocinasse. Acabei por aceitar pois a minha paixão por música falou mais alto. Na altura foi só uma brincadeira.
Depois quando comecei a agenciar o Agre G e ele lançou o "Do Milindro", foi um sucesso". Foi nesta altura que Xando viu que havia a necessidade de investir neste ramo: "Foi mais forte do que eu. Criei uma empresa com nove funcionários "Chave", e tentamos sempre mostrar o melhor dos nossos cantorea".

OS VIDEOSCLIPS

                   São vários os videoclips de músicos angolanos já gravados no espaço da Xando Produções. "Dança dos Combas", de Bruno M, "Pique é Pique", de Agre G, "Essa dos Géneses, e outros, constam entre eles. Três diferentes cenários foram arquitectados para tal. Existe ainda o espaço destinado ao ensaio dos músicos: "Por norma temos recebidos muitos cantores KUDURO, o que implica também dançarinos. Para isso preparamos um espaço para que possam emsaiar.

              Outra coisa que também temos é o espaço para que os músicos ensaiem a vontade as suas músicas, sem terem de se preocupar em trazer o material. Estamos bem equipados.

O LADO "AGENTE"

                Além de produzir, a Xando Produções também trata de Imagens de alguns dos seus músicos. Entre eles está o Agre G, um dos melhores kuduristas de Angola ou melhor dizer do mundo. "Eu tenho um carinho enorme pelo Agre G. É um rapaz humilde, que trabalha para sustentar a sua familia, sem deixar os Estudos de lado.
Além de cantor é compositor e, sempre que possível, participa de projectos sociais.
É de longe um dos melhores que temos no mercado musical actualmente", diz-nos. A jovem Poca py é uma das meninas agenciada pela XD Produções. O seu trabalho tem sido cada vez mais reconhecido, e a sua música "De Lado", tem tocado bastante nas rádios nacionais.

              Xando, um apaixonado por futebol, e praticamente regular durante a adolescência, reconhece que apesar das dificuldades do mercado musical angolano, existe a necessidade de se investir na carreira dos novos talentos.
São jovens e criativos.
Antes, quando os músicos cantavam apenas por HOBBY era diferente. Hoje por já existirem mais pessoas a investirem em carreiras profissionais, o público tornou-se também mais exigente. Há necessidades de se trabalhar mais e melhor, e para isso temos de criar as condições ideiais em Angola.

QUALIDADE GARANTIDA

                 A Xando Produções pretende inovar o mercado de produção musical: "O mercado está bom porém complexo. Há preços que não se justificam por vezes. Nós queremos mostrar que é possível qualidade a um preço justo.
Por exemplo, aqui eles podem fazer várias coisas no mesmo espaço. O ensaio, quer da música como dança, a gravações do VIDEOCLIP e muito mais. Criámos também espaço para que os músicos descansem, se existir a necessidade de pernoitarem por cá".

              "Estamos a tentar organizar o espaço da melhor maneira possível. Encomendámos muito material de qualidade e estamos confiantes no investimento feito. Acima de tudo, quem sai a ganhar é a música angolana", concluiu.
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PERFIL
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Nome completo: Mauro Alexandre de Lima Pimentel
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Aniversário: 21 de Março de 1975
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Naturalidade: Huambo
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Voz Angolana: Matias Damásio
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Voz Internacional: Nas
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Comida Preferida: Muamba de Galinha
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Local dos Sonhos: Londres, Inglaterra
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Uma frase: "Viver não custa... o que custa é saber viver"


AUTO BIOGRAFIA DE BRUNO M

 Por: Só Falamos De Kuduro             Registado pelo nome de William Bruno Diogo do Amaral, filho de Pedro do Amaral e de Merciana Manuel P...